É difícil escrever sem uma emoção forte pulsando no coração. Posso dizer que a falta de atualização aqui não tem sido devido a falta dessas emoções, mas talvez ao excesso delas. Sentimentos daqueles que a gente não consegue abrir com ninguém, nem com os leitores, nem consigo mesmo, nem mesmo com o silêncio. A gente estanca a dor no peito, prende o nó na garganta e a respiração, engole o choro, morde a língua, disfarça o sorriso, segura as pontas, seca as lágrimas… e tantas outras forças de expressão que poderiam ser usadas, parecem tão impossíveis de acontecer mas são muito reais. Todas ao pé da letra. A ponto de morrer, se não estivesse tão viva. Se a dor não fosse tão forte – provavelmente estaria já morta, de monotonia.
A dor, essa é a prova mais viva de que ainda se vive.
Se não faz sentido, discorde comigo – não é nada demais. São águas passadas, escolha outra estrada e não olhe… não olhe pra trás..! – Capital Inicial