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Archive for setembro \17\UTC 2008

Indelicada

Escrevo neste instante com algum prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer e logo se coagular em cubos de geléia trêmula. Será essa história um dia o meu coágulo? Que sei eu. Se há veracidade nela – e é claro que a história é verdadeira embora inventada – , que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial.

Clarice Lispector

Clarice entendia de VIDA! Saudade vai além de dinheiro, beleza, saúde, qualquer que seja a superficialidade. Saudade é profundo, diverso, quase inexprimível. É vontade do abraço além do que a imaginação traz, além do que o simples cheiro que engana e tapeia. Saudade aperta sem dó, é para isso mesmo que ela vem. Não pede licença, nem por favor, não diz obrigada. Ingrata, sem educação, sem aviso prévio. Sem coração, toma o nosso por seu e vem pra ficar, até que queira. Dona de si, e de mim. Indelicada.

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Excepcional

You never think you measure up
Never smart or cool, or pretty enough
Always feeling different from all the rest
You feel so out of place, you think you don’t fit in
I think you’re perfect in the skin you’re in
You’re just perfect just how you are, just how you are

Jojo

A ignorância alheia quando se refere a mim, incomoda. A insatisfação alheia incomoda. A insegurança alheia incomoda. A desconfiança alheia incomoda. A indiferença alheia mata. Me mate, mas não me trate com indiferença. Esqueça de mim, vá embora sem dar satisfação, mas não diga que minha presença lhe é indiferente. Me ignore, me afaste da sua vida bruscamente, mas por favor, não me torne indiferente pra você – estando do meu lado. Meu sangue é quente demais pra suportar.

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Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa aventura mal entendida.
sobre os espelhos sem saída em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto. Chorar.
Cecília Meireles
 

 ..apenas.

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