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Mudança II

(Nos EUA dá pra mudar a CASA de endereço. Sim… Você contrata um “guincho” específico que pode levar sua casa daqui pra lá. Assim. Super facil, simples e prático. Hoje eu queria mesmo era fazer isso comigo. Não com o meu corpo, pois isso faço todos os dias. Queria fazer isso com essa eu dentro de mim. Tirar de um lugar e colocar no outro. Sem maiores complicações. Mudar TUDO. Só que sem mudar nada. Compreende?)*

Engraçado como depois de quase 1 ano o sentimento é o mesmo, a vontade não mudou, só se esconde. Engraçado como na verdade nada disso tem graça, e como as vezes eu tiro as palavras da minha própria boca, sem perceber. Será incurável?

*Texto publicado em Julho/08.

Eu, ela, tu

Eu, que sem grandes pretenções destinei as mais densas gotas de lágrimas para o seu descaso, corri, fugi e esperneei como quem jamais tolera. Eu, que de tanto viver acabei aprendendo não a ser, mas fazer igual. Eu, que achava impossível tratar alguém assim, de dentro pra fora, pagar o mal com o mal. Eu, que cansei de tentar virar o jogo, me juntei a você. Agora é a minha contra a sua,  até que seja a SUA vez de aprender a deixá-la de uma vez por todas. Ela, a indiferença. Eu, que coloquei sempre você em primeiro lugar, agora me coloco a mim, em segundo ela, que agora é nossa, e em terceiro, talvez, você.

lagrima

E essa tempestade um dia vai acabar…

Tem algumas coisas na vida que simplesmente não bastam. As vezes a gente pode aceitar o pouco ou o quase nada, a gente pode usar uma camisa meio amassada, uma meia meio encardida ou uma TV meio chiada. Mas certas coisas precisamos que sejam inteiras, exclusivas, transbordantes. “Você é muito especial pra mim” NUNCA será o bastante para quem precisa, acima de tudo, saber-se amado. Não basta o pai ligar em todos os aniversários e mandar o melhor dos presentes se ele não está lá para o abraço, para o calor humano que se faz tão necessário. Não basta o bouquet de rosas mais lindo e grande que você já viu se não estiver acompanhado de carinho e compreensão. Não basta uma vida superficial, onde se finge emoções como se fossem verdadeiras de testemunha e fato.

Meio amizade, meio amor, meia lágrima, meio coração, na minha vida não cabe, porque só cabe se for inteiro. Eu sei viver sem, mas nao sei me contentar com a metade. A gente divide um prato de comida, um quarto, um controle de televisão, uma calça, um carro e até uma cadeira, mas por favor não me ofereça um terço de compaixão. Porque esse pouco ao invés de preencher, aumenta o vazio. Não mendigue sorriso, nem choro, nem carinho, nem companheirismo. Prefira a própria companhia – inteira – à companhia alheia incompleta.

Anestesiada

Quando a dor vai ser muito forte é preciso anestesia. Quando a pele será rasgada e algo será feito para haver uma cura ou ao menos um alívio interno. Então alguém lhe aplica essa tal anestesia e na hora você adormece, não sente dor, não sabe o que está acontecendo, mas confia plenamente naquele que está te abrindo – é por isso que você está lá. E assim parece ser: fui anestesiada, abriram meu coração, mexeram nele, fecharam e agora começo a sentir aos poucos a dor que fica de tudo o que foi feito. É a recuperação, que demora um pouco, dizem.. mas que também passa. Me é pedido então paciência e tempo para que tudo fique como deve ficar. E eu me contento em saber que o pior já passou, e o melhor está por vir.

Eu precisei esquecer a toalha do cabelo pra aprender que sem colocá-la logo depois do banho o cabelo não seca torto. Eu precisei perder pessoas que julgava insubstituíveis, para descobrir que não só eram perfeitamente substituíveis, como eu também sou para elas. Eu precisei abrir o coração uma única vez, pra perceber que nem todas as pessoas só querem magoar, e que eu preciso de apenas uma que não faça isso. E eu precisei me envolver com tantas pessoas erradas pra que hoje soubesse a diferença que a pessoa certa faz. Eu precisei chorar um rio para poder nadar por ele e chegar mais rápido onde eu tinha que chegar.

 

Test the sea rising at your feet
How far can you go
Til you need God’s helping hand
To ride the under-tow
Two rivers – Avril Lavigne

Felicidade(?)

A felicidade mora tão perto. Contudo, as pessoas cismam em viajar milhas e milhas para encontrá-la. Iludidas…